Quarta-feira, 18 de Fevereiro de 2009

António José Vicente Domingues
Por mais realista e exequível que sejam os orçamentos, eles enfermam de uma grande dúvida: serão as receitas arrecadadas? Diz-nos a realidade dos números que tal desiderato não tem acontecido e demagógica e alegremente a «obra» vai nascendo e, por conseguinte, a dívida crescendo. Assim tem acontecido em Ansião, ao longo dos últimos anos e orçamento após orçamento, ano após ano, as receitas sobreavaliadas têm agravado a situação financeira da autarquia. Agravada, ainda, pela penalização imposta pelo excesso de endividamento verificado em 2006, situação que todos sabemos, não se alterou, apenas se «maquilhou» e que de forma séria e responsável devemos assumir como grande tarefa dos próximos anos. Não adianta fugir para a frente, quando se sabe ir ao encontro do precipício. Talvez seja momento de parar e construir, hoje, o futuro com mais realismo. Aliás, realismo é também, falar verdade às pessoas e assumir que o endividamento da autarquia se deveu ao irrealismo da previsão das receitas e à realização de obras, cujo autofinanciamento a autarquia não estava em condições de realizar e, nalguns casos, sem criar riqueza ou contribuir positivamente para a melhoria da qualidade de vida dos ansianenses. Neste sentido importa alertar que para 2009 o orçamento depende da realização de duas grandes verbas; as transferências da administração central e as «outras», sendo que as outras, são 41% do orçamento, que para 2009 é de 18 milhões e 400 mil euros. E estes 41% da receita incluem 20% (1.500.000 euros) da venda do terreno do actual campo de futebol. Num ano que todos prevêem que seja de crise e de arrefecimento da economia, não será crível que tal objectivo se concretize (talvez, a bem dos ansianenses, que merecem que daquele espaço surja «obra» em seu proveito). A crise poderá ainda contribuir para a diminuição de algumas receitas ao nível dos impostos directos (IMT), contudo sem grande significado no orçamento total (340 mil euros) ou mesmo nalgumas receitas correntes. Investimentos positivos e que apraz registar são os previstos no parque escolar ao nível do 1º ciclo (investimento total de 3.300 mil euros) e na ampliação do Parque Empresarial do Camporês (2 milhões de euros), investimentos, em grande parte, financiados pelo QREN e empréstimos bancários, 67% e 23%, respectivamente, para o primeiro caso e 53% e 37% para o segundo, comparticipando a autarquia nos restantes 10%. Investimentos sérios e estratégicos, com repercussões positivas no futuro de todos nós; o do parque escolar, definido na carta educativa concelhia, contribuirá para a melhoria das condições de aprendizagem de todas as nossas crianças, e melhores condições para professores e funcionários; o segundo, indo ao encontro da potenciação do desenvolvimento económico; esperando contudo, da autarquia a visão e capacidade estratégica, na definição e captação de empreendedores e empresas, cujas actividades, ofereçam emprego mais qualificado, tecnologicamente relevante que possa fixar muitos dos jovens ansianenses (tão esquecidos pela maioria PSD ao longo destes anos) e que espalhados, um pouco por todo o país, concluem a sua formação académica e que um dia gostariam de regressar à sua terra. Contudo, tais investimentos levarão ao aumento do passivo com a contratualização de novos empréstimos e o serviço de dívida da autarquia é para 2009, 13 % do orçamento (um milhão e 100 mil euros). Convém não hipotecar o futuro e o futuro são as pessoas, e neste orçamento é lamentável que, num ano que se prevê de grandes dificuldades para as famílias, a maioria PSD, não tenha tido um gesto, quer ao nível de incentivos fiscais ( IRS e diminuição da taxa do IMI), com a aplicação de taxas máximas penalizadoras das empresas e das famílias, quer com propostas concretas de ajuda, e tenha incluído no orçamento, para o apoio às famílias, uma verba insignificante de 3.000 euros. Este, ainda, não é o orçamento do nosso contentamento.
António José Vicente Domingues
Quinta-feira, 12 de Fevereiro de 2009
A maioria do executivo da Câmara Municipal de Ansião gaba-se constantemente de fazer grandes obras, mas será que são essas as obras mais importantes para o Concelho?
Não serão aquelas que beneficiam as pessoas no dia a dia que devem ser prioritárias?
Parece que a maioria deste executivo não pensa da mesma forma, se não vejamos alguns exemplos.




Porque razão os contentores do lixo distribuídos pelo concelho tem que estar, nos passeios, nos estacionamentos e nas bermas encostados aos postes?
Não seria possível guardar umas migalhas dessas grandes obras para construir espaços bem preparados para guardar os contentores?
Claro que sim, bastava já terem pensado nisso.
Quando a reciclagem è cada vez mais importante na nossa sociedade, já era tempo de haver mais ecopontos distribuídos pelo Concelho. Mas não para os colocar nos passeios onde as pessoas devem passar.



As armadilhas podem aparecerem em qualquer lugar. O que é necessário acontecer para que a Câmara resolva este tipo de situações?

Quando se planeiam as obras é importante não esquecer que elas devem ser feitas para as pessoas tirarem partido delas, de nada servem se assim não for. Passeios com àrvores no meio obrigando as pessoas a passar na estrada , tem pouca utilidade, e depois de estarem feitas é necessário não esquecer a sua manutençaõ e conservação.

Será que as bermas das estradas do nosso Concelho não deviam ser limpas regularmente?
Estes são apenas alguns exemplos espalhados pelo Concelho de Ansião provando que as tais grandes obras tem um interesse menos importante quando não existe capacidade para fazer a manutenção do Concelho.
S. Domingues
Quarta-feira, 4 de Fevereiro de 2009

Na última sexta-feira, reuniu o Secretariado da secção de Avelar para aprovar a proposta da candidatura de Filomena Baptista à Junta de Freguesia de Avelar. Esta proposta foi aprovada por unanimidade.
É a primeira freguesia do concelho a apresentar o seu candidato. Os restantes candidatos serão em breve anunciados.
Filomena Baptista, tesoureira da Junta de Freguesia de Avelar desde 1997, foi professora do Ensino Básico, estando agora aposentada.
Foi secretária da Assembleia de Freguesia de Avelar no mandato de 1993 a 1997.
É membro da Comissão Política Concelhia do Partido Socialista.
Exerceu a profissão na Escola do 1.º Ciclo de Vendas de Maria, Alvaiázere e na Escola do 1.º Ciclo de Avelar, Ansião.
Foi vice-presidente do Conselho Executivo do Agrupamento de Escolas de Avelar de 1999 a 2006.
É membro da Comissão de Protecção de Crianças e Jovens.
Foi dirigente do Atlético Clube Avelarense.